.Em cada minuto de vida vou perdendo, sufoco, esqueço cada perdida entre cada soco. Que mais eide fazer senão apenas cantar para me adormecer até esquecer acordar. Deixa fluir, deixa andar deixa dormir e acordar cedo será melhor Cedo estará calor estarei só enganado argumento rebuscado.
.Vivo fechado, por entre dogmas enclausurado, sempre cercado Olho em frente, tudo previsto orientado, aceite pela norma. Desisto. Não olhes, não faças não te molhes, cuidado com as calças. Respira, senta, levanta, come enche-te de frases, continuas com fome. Já ontem era tarde para a máquina descarrilar Pausa... Há que trabalhar. Respira enquanto arde, rebenta a mielina que a pedra já desce a colina.
.Aperto a glote faço-me forte sozinho na madrugada com a face molhada. Sozinho disfarço o suspiro sentido com a música que faço de sentimento perdido Sofrego pela intensidade de outra idade com "aquela" saudade de memórias que faltam pernas que prostram almas que choram.
.Esconde-se nas catacumbas mais profundas do seu ser, protege as águas imundas para a outros não doer. Sente que sente o que não deve sentir sabe que sabe o que deve saber finge sabendo que não deve fingir faz sentido que não pode fazer. Não pode abrir, não tem a quem, resta fingir que é um outro alguém. Desvanece na saudade procurando no escuro, foge com a idade apenas um "porto seguro"
.Quem eu era, já não sou procura incessante e vã por entre caminhos onde estou tentarei, talvez, pela manhã... Encontrarei as migalhas deixadas pelo caminho mas serão apenas tralhas pelas quais ora definho. Indago pela ilação que um dia me fez gente, mantém-me essa semente molhada no coração. #SóQueNão
.Ele pediu para dormir e desejou não sonhar, agradece não sentir o sonho que o faz chorar. Chora o sentimento que outrora sonhou, desvanece com o vento o desejo que um dia ousou! Não vive, existe Não insiste, desiste Não atenta, ignora Não sorri, apenas chora!